Filme "JÊ"

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CANAIS Sinopse

 

Política da Produção

 

Longa-Metragem / Duração prevista 2h 13min /

Orçamento R$ 3.800.000,00

Jê é um filme ficcional de gênero “policial” baseado num fato real contado ao autor pela pessoa que o vivenciou. Por intermédio de uma narrativa composta de três partes, a película conta a estória de uma moça () que sofre junto com uma amiga um rapto com violência sexual e, após ser libertada, busca sua redenção. Apesar deste enredo denso, o filme não é pesado e trata o assunto de maneira humana e sensível.

 

A primeira parte apresenta a vida e o trabalho de cinco amigas (Jê, Daniella, Anny, Fernanda e Laura), envolvendo o espectador emocionalmente na luta diária delas na cidade de Niterói.

 

Surge, então, Cássia, uma personagem linda e misteriosa, que procura se aproximar das garotas, mas que não lhes inspira confiança.

 

Por conta desta relação perigosa, ocorre o seqüestro e o estupro de Jê e Laura e a mobilização das outras amigas para pagar o resgate exigido pelos seqüestradores. Trata-se de bandidos ligados ao tráfico de drogas. O filme irá tratar com realismo este enredo de violência, buscando não glamurizar os criminosos.

 

Na última parte, o filme se concentra nas duas personagens que vivenciaram esta tragédia pessoal e o modo como cada uma lidou com ela e reconstruiu sua vida. Para Jê, que mantém sua filosofia humanística diante dos revezes da vida, a solução está na solidariedade e no resgate da felicidade e do amor. Laura, que costumava ser uma pessoa prepotente, sofre uma grande e positiva mudança na sua personalidade.

 

O filme não é depressivo. A idéia é não deixar o espectador sair o cinema com um espírito de revolta, mas fazê-lo refletir sobre a sociedade, a necessidade de se buscar Justiça – e não vingança – e de mostrar a responsabilidade do poder público e da sociedade neste processo de restabelecimento da ordem urbana e da garantia, a todos os cidadãos, do acesso ao poder judiciário.

 

O filme revela as deficiências da segurança pública no país, mas passa uma mensagem otimista, na medida em que acredita na decência da maioria das pessoas ligadas às instituições policiais e, sobretudo, na boa índole do povo brasileiro. Como ressalta o autor, “se a própria pessoa violentada deu seu perdão à vida, o que dirá o espectador”.