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FORTE DA BOA VIAGEM
(FORTIM DA BOA VIAGEM-RUÍNAS)

A Ilha da Boa Viagem, na ponta da Praia do mesmo nome, revela e oculta dois monumentos arquitetônicos do período colonial. Fincada em seu topo, solitária e poeticamente contemplando a baía de Guanabara, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem se oferece aos olhos dos que a contemplam. Ocultas sob a vegetação, abaixo da Igreja, escondem-se as ruínas de uma fortificação que, no final do século XVII início do século XVIII, foi erguida com o nome de Forte da Barra, logo depois chamado Forte da Boa Viagem.

Divergem os historiadores, ainda uma vez, quanto às datas de construção da Igreja e da fortificação. Alguns, como Monsenhor Pizarro, afirmam que o acervo arquitetônico da Ilha, compreendendo a ermida e a fortaleza, existe desde 1663. Outros, como Carlos Wehrs, consideram a Igreja anterior ao Forte, admitindo ter sido a primeira construída antes de 1663 e o segundo, por volta de 1695, no tempo do governador Sebastião de Castro Caldas, com o nome de bateria da Boa Viagem. Aníbal Barreto confirma que a construção do Forte seria anterior a 1710.

Como todas as fortificações erguidas na época, em Niterói, sua função era a de vigiar e proteger a Baía de Guanabara. Em 1810, com o aumento do movimento no Porto do Rio de Janeiro, a Ilha serve como local de isolamento para a quarentena de viajantes procedentes de lugares com doenças epidêmicas ou contagiosas. Durante esse período, e até o ano de 1876, o Forte da Boa Viagem abriga a Escola de Aprendizes de Marinheiros, mesmo tendo sido o seu arsenal desativado em 1861, juntamente com o de todas as fortificações brasileiras.

Em 1885, já abandonado, o forte ainda possuía cerca de uma dezena de velhas peças de artilharia desativadas, voltando à ação como posto de observação, logo após a Primeira Guerra, como Comando de Defesa do porto.

Em 1937, quase em ruínas, o Forte é entregue, junto com todo o conjunto da Ilha, para guarda e conservação, aos Escoteiros do Mar, orientados pelo Almirante Benjamim Sodré, considerado, até sua morte, em 1982, o guardião da Ilha da Boa Viagem e o sineiro de sua Igreja.

Local: Praia da Boa Viagem, s/nº -Boa Viagem.
Visitação: (21) 2710.6581 (Srª Maria Pérola Sodré) com antecedência de 48h entre 12 e 14h.

 

Fonte : Neltur
 
 

 

 

Márcia Regina Elias

(não fumante, não usuária de tóxicos)

 

 
 
 

 

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